Desde 2011, profissionais de SEO assistem de camarote o que parece mais uma alegoria do Google protagonizada por Pandas e Pinguins – nomes nada convencionais dados às atualizações de seus mecanismos de buscas.

O Panda chegou primeiro, em fevereiro do ano passado no Google.com, já causando grande alvoroço no universo SEO por atacar conteúdos duplicados, links externos de baixa qualidade e bounce rate (taxa de rejeição) alto. Mas no Brasil, só fomos conhecer esse ilustre personagem em agosto, momento em que percebemos o quanto essa mudança impactou as pesquisas feitas pelos usuários.

No geral, o Panda afetou cerca de 6 a 9% das pesquisas realizadas com a intenção de trazer conteúdos mais relevantes para os usuários e de melhorar o seu sistema de busca. Com isso, alguns sites e blogs foram prejudicados, porque precisaram passar por otimizações para disputarem uma boa posição no rankeamento do Google.

Passado o susto inicial com o Panda, os profissionais de SEO logo tiveram que se preocupar com um novo integrante do mundo do Google, o Pinguim!

Lançado em abril deste ano, o Pinguim já chegou combatendo o spam, o keyword stuffing (uso excessivo de palavras-chave), os artigos de marketing, a camuflagem de conteúdo e o link spam em todas as línguas. Novamente sites e blogs foram penalizados e suas posições no buscador caíram por não apresentarem conteúdo de qualidade ou original.

Deixando de lado toda a controvérsia e polêmica do assunto, a chegada dos personagens dessa grande alegoria do Google chama a atenção para a forma como usamos a Internet hoje e para quem direcionamos o nosso conteúdo. Hoje um bom rankeamento é tão precioso que as pessoas acabam se esquecendo de que o conteúdo deve ser direcionado para usuários humanos, e não para os robôs de busca!

Mas o Google não deixa ninguém esquecer de que também tem suas cartas na manga.

 

Marina Severian