O Facebook e o seu polêmico fundador, Mark Zuckerberg, estão estampados nas capas de jornais, revistas e sites de todo o mundo com a notícia de que o gigante das redes sociais estreia hoje (18) na Bolsa americana. Animados, os investidores apostam suas fichinhas, ou melhor dizendo, suas fortunas nas cobiçadas ações do FB (que é o código da empresa na Bolsa).

Esse comunicado já era muito aguardado no mundo dos negócios, e as especulações  sobre as ações e os seus valores já estavam na boca do povo desde fevereiro deste ano. Mas agora já é certo: o Facebook é uma empresa de capital aberto e disponibilizou 25% a mais das ações previstas e sob o custo de US$ 38 por ação.

Com toda essa movimentação no mercado financeiro, o Facebook, sem dúvida alguma, passou a ser ainda mais valorizado e, agora, está avaliado em mais de US$ 104 bilhões. Como tudo ainda é muito recente, temos que esperar um pouquinho para ver quais serão as consequências de toda essa mudança, mas muitas pessoas já estão se perguntando: e como nós, meros usuários, seremos afetados com tudo isso?

Bom, a preocupação é grande porque muitos de nós está social ou profissionalmente dependente dessa plataforma abençoada. Ainda é difícil afirmar quais serão as mudanças e como elas nos afetarão, mas o clima incerto traz também algumas especulações de como o nosso dia-a-dia será alterado.

E  a primeira delas é que o volume de anúncios no Facebook será intensificado, aumentando a receita da empresa e a consequente valorização de suas ações na Bolsa. Mas não pense que a versão mobile da rede social vai escapar dessa regra, porque com o aumento da venda de tablets e smartphones, a tendência é que, cada vez mais, os usuários acessem os seus perfis a partir de dispositivos móveis, sendo necessário adaptar os anúncios também à plataforma mobile.

Ainda sobre esse seu novo caráter comercial, e seguindo os passos do Google, é possível que o Face utilize informações privadas de seus usuários, ou mesmo de suas pesquisas, para indicar os anúncios mais relevantes e compatíveis com o perfil de cada um. Na parte de conteúdo, é possível que os usuários interajam cada vez mais com a plataforma, divulgando e alimentando o conteúdo produzido pelo Facebook.

E aí nós percebemos que a Internet dá os ares do seu futuro: cada vez mais importante e personalizada.

 

Marina Severian